O Autismo Intervenções

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Son Rise

O programa Son-Rise foi desenvolvido no início dos anos 70 pelo casal Barry e Samahria Kaufman, depois de ouviram dos especialistas que não havia esperança de recuperação para seu filho Raun, diagnosticado com autismo severo e um QI abaixo de 30. Decidiram, porém, acreditar na ilimitada capacidade humana para a cura e o desenvolvimento, e puseram-se à procura de uma maneira de ajudarem o seu filho.

O Programa Son-Rise é centrado na criança, ou no adulto com autismo. Isto significa que a intervenção parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da criança,ou do adulto com autismo, de como ela se comporta, interage e  comunica, assim como os seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da criança”, tentando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta criança em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a criança como um ser único e maravilhoso, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa criança?” Quando a criança se sente segura e aceite por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer. O papel dos pais é essencial neste processo de tratamento. O Programa Son-Rise propõe a implementação de um programa domiciliar dirigido pelos pais, os quais terão de contar com o auxílio de um grupo multidisciplinar de profissionais e voluntários. As sessões individuais (um-para-um) do programa são realizadas na residência da criança ou adulto com autismo, em um quarto especialmente preparado com poucas distracções visuais e auditivas, contendo brinquedos e materiais motivadores para a criança ou adulto com autismo que sirvam como instrumento de facilitação para a interacção e subsequente aprendizagem. Os pais aprendem a construir, no dia-a-dia, experiências interactivas estimulantes que convidem a criança a desenvolver-se socialmente dentro de um currículo claramente definido.Ao propor uma abordagem inter-relacional, de valorização do relacionamento com a pessoa com autismo, o Programa Son-Rise promove oportunidades para que pais, profissionais e crianças construam, juntos, novas formas de se comunicarem e de interagirem, em que actividades motivacionais e lúdicas fornecem a base para uma aprendizagem social, emocional e cognitiva, para a autonomia e para a inclusão social.

 

 

Floortime

 

Floortime (traduzido à letra: “tempo no chão”) é um método interactivo não dirigido. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interacção com um adulto que vá de encontro à criança, tendo em conta o seu estágio actual de desenvolvimento e que o ajuda a descobrir e aumentar a sua força e auto-estima.A meta no Floortime é desenvolver a criança dentro de aspectos básicos para a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual do indivíduo. Os seus princípios básicos são:- Seguir a actividade da criança- Entrar na sua actividade e apoiar as suas intenções, tendo sempre em conta as diferenças individuais e os estádios do desenvolvimento emocional da criança;- Através da nossa própria expressão afectiva e das nossas acções, levar a criança a envolver-se e a interagir connosco;- Abrir e fechar ciclos de comunicação (comunicação recíproca), utilizando estratégias como o «jogo obstrutivo»;- Alargar a gama de experiências interactivas da criança através do jogo;- Alargar a gama de competências motoras e de processamento sensorial;- Adaptar as intervenções às diferenças individuais de processamento auditivo e visual--espacial, planeamento motor e modulação sensorial.- Tentar mobilizar em simultâneo os seis níveis funcionais de desenvolvimento emocional (atenção, envolvimento, reciprocidade, comunicação, utilização de sequências de ideias e pensamento lógico emocional) (Greenspan, 1992b; Greenspan & Wieder,1998).

No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e em que esta própria lidera. A brincadeira é realizada no chão, para que, estando ao seu nível, possa ser facilitada a criação de interacção, ligação e contacto visual entre ambos. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para actividades de interacção mais complexas. O Floortime não separa ou foca as diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades, enfatizando o desenvolvimento emocional.

 

 

Modelo D.I.R.

 

O modelo D.I.R.(Modelo baseado no Desenvolvimento, nas Diferenças Individuais e na Relação) é um modelo de intervenção que tem vindo a ser desenvolvido, com a obtenção de resultados encorajadores pelo Interdisciplinary Council on Developmental and Learning Disorders(ICDL, 2000), dirigido por Stanley Greenspan e Serena Wieder, nos EUA. S. Greenspan e colaboradores desenvolveram um modelo explicativo para estas perturbações baseado numa abordagem de desenvolvimento  estruturalista e na certeza de que em todas as crianças existe alguma capacidade para comunicar e que essa capacidade depende do seu grau de motivação e de envolvimento afectivo. É um modelo de intervenção intensiva e global, que associa a abordagem Floor-time com o envolvimento e participação da família, com diferentes especialidades terapêuticas (integração sensorial, terapia da fala) e a articulação e integração nas estruturas educacionais.As estratégias deste modelo visam avaliar e intervir sobre áreas relevantes de funcionalidade, nomeadamente: no desenvolvimento emocional funcional, isto é, capacidade de atenção e regulação, envolvimento, comunicação, resolução de problemas, uso criativo de ideias, pensamento abstracto e lógica; nas diferenças individuais de funcionamento do sistema nervoso central, ou seja, a forma como a criança reage e processa as experiências, e como planeia e organiza as respostas, inclui: modulação sensorial, planeamento motor, processamento auditivo e visuo-motor e nas relações emocionais com os cuidadores, competências para se envolver em interacções afectivas.

Comunicação - PECS

O que é o PECS? (Picture Exchange Communication WorkShop)

  • Sistema aumentativo de comunicação por troca de cartões, desenvolvido por Bondy & Frost, para crianças com PEA e com dificuldades na área da linguagem.
  • Este Sistema de comunicação por troca de imagens compõe-se de 6 fases, durante as quais a criança com PEA aprende a comunicar, a efectuar pedidos e até mesmo a comentar.
    • Fase 1 - A Troca Fisicamente Assistida;
    • Fase 2 - Aumento da Espontaneidade;
    • Fase 3 - Discriminação de Figuras;
    • Fase 4 - Estruturação das frases;
    • Fase 5 - Resposta à questão 'O que é que tu queres?';
    • Fase 6 - Resposta e Comentários Espontâneos.
  • Este sistema também pode ser usado com crianças/jovens com linguagem verbal.

Benefícios da Utilização do PECS?

  • Ajuda crianças sem linguagem, ou com uma linguagem não funcional, a ter uma 'voz'.
  • Desenvolve a compreensão da comunicação.
  • Desenvolvimento o uso da estrutura da linguagem
  • Pode ser aplicado por todos os que rodeiam a criança
  • Ajuda a criança com linguagem verbal a estruturar de forma correcta as frases, desenvolvendo simulatneamente a leitura e a própria escrita:

Programa Teacch

Comunicação Receptiva (Ajuda/permite a compreensão de situações e de expectativas)

  • Suporte param a Aprendizagem - aumenta/ melhora a aprendizagem por recurso preferencial às pistas / informação visual (em vez de auditiva).
  • Independência - por ser estreturado permite a independência em relação à solicitação, orientação e feed-back do adulto, bem como a generalização para novos contextos e/ou pessoas.
  • Diminuição do stress.
  • Redução dos problemas de comportamento e dos confrontos pessoais que resultam da 'confusão' ou da ansiedade.

 

Organização da sala/unidade de Ensino Estruturado (5 Áreas distintas):

 

  • Área de Acolhimento - Onde se faz diariamente o acolhimento, planeamento, os trabalhos em grupo e a reflexão.
  • Área de Aprender -Nesta área são treinadas individualmente competências delineadas nos objectivos do Programa Educativo.
  • Área do Brincar - É uma área polivalente que possibilita a estimulação psicomotora, o jogo a par ou individual e o ralaxamento. Permite também ao aluno optar por actividades que lhe dão prazer nos momentos de pausa.
  • Área do Computador - o computador será utilizado como recurso, ajudando a consolidar aprendizagens delineadas no Projecto Educativo.
  • Área de Trabalhar - espaço destinado ao trabalho individual onde os alunos realizam de forma independente, segundo o seu plano diário.

Recursos Humanos afectados:

 

A unidade Estruturada deve beneficiar de dois docentes especializados em Educação Especial e por duas Auxiliares de Acção Educativa.


Programa ABA

Programa ABA (Applied Behavior Analysis)

(Análise Aplicada do Comportamento)

ABA é uma metodologia eficaz para todos os indivíduos comm perturbações de desenvolvimento ou comportamento.

É um método de aprendizagem dentro de uma abordagem comporamental do desenvolvimento humano, utilizada para o tratamento das pessoas pom Perturbações do Espectro do Autismo que consiste em aumentar, diminuir, criar, eliminar ou melhorar comportamentos.

A análise comportamental n surgiu entre os anos 20 e os anos 30 do século passado, com os estudos de Skinner e Pavlov e com as teiorias da educação emergentes. Desde aí, há já várias décadas, tem havido um grande investimento que procura entender as regras que guiam o comportamento humano e a aprendizagem.

Os estudos nesta área deram origem a estratégias eficazes para dar resposta a diversos problemas comportamentais e permitiram criar estratégias eficazes para a aprendizagem de diversas competências, nas várias etapas do desenvolvimento humano.

Em 1987, Ivar Lovaas, da UCLA, publicou um estudo que consistiu na aplicação de um programa terapêutico, que fazia uso das estratégias de análise comportamental para a intervenção com 20 crianças com perturbação do espectro autista. Cerca de metade destas crianças atingiram um nível funcional adaptado, tendo desenvolvido aptidões relacionadas com a linguagem e com a comunicação, competências de auto-ajuda, entre muitas outras. Posteriormente foi realizada uma reavaliação deste estudo, 11 anos mais tarde, que concluiu que as aprendizagens realizadas foram mantidas.

Várias estratégias do ABA, assim como o método de ensino estruturado da abordagem TEATCCH são exemplos de estratégias educacionais feitas especialmente sob medida para pessoas com autismo.

 
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“No Mundo da Lua?... Talvez Não…”,

Uma fábula escrita por uma mãe da Associação - Ana Paula Antunes - com desenhos de um jovem com Perturbações do Espectro do Autismo, Afonso Sobral dos Santos, que nos transporta ao enigmático mundo do autismo.
O Preço de lançamento do livro é de 7,00 €
Poderá ser adquirido na Associação ou enviado para casa, pagando os portes de envio. Para mais informações, contactar a Associação.